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Democratas prometem conter Administração Trump após histórica vitória
Depois de conquistar eleitoralmente o Senado e a Câmara dos Representantes, os democratas prometeram conter o Donald Trump, o que pode levar a vetos e a impasses nos últimos dois anos de mandato desta Administração. Ainda assim, o presidente republicano não deixou de aproveitar as primeiras horas após a derrota do partido que representa para exibir o salão de baile da Casa Branca, ainda em construção.
Para os analistas estes resultados são prova da indignação que tem aumentado nos Estados Unidos com as políticas da Administração Trump, principalmente a guerra com o Irão e o aumento do custo de vida. O Partido Democrático conquistou, nas eleições intercalares de terça-feira, estados tipicamente republicanos e a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes.
Será, por isso, a primeira vez que Trump tem de governar com os democratas a controlarem ambas as câmaras do Congresso. Embora o presidente mantenha um controlo significativo sobre a política externa e as tarifas dos EUA, os democratas vão controlar o orçamento federal, presidir comissões do Congresso e, através do Senado, decidir quais os nomes indicados por Trump que serão confirmados para cargos de segurança nacional e diplomáticos.Prioridades democratas
Especialistas em relações internacionais esperam que agora o Congresso, de maioria democrata, se concentre na acessibilidade financeira e desafie o governo em relação à guerra com o Irão. No entanto, consideram que a ausência de uma maioria à prova de veto pode limitar a capacidade de os democratas reverterem as políticas tarifárias de Trump ou a abordagem em relação à guerra na Ucrânia e às relações com os aliados europeus.
O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, disse na quarta-feira que a nova maioria se quer concentrar na acessibilidade e na responsabilidade.
"Não trabalhamos para Donald Trump", disse Jeffries, um legislador de Nova Iorque que está a caminho de se tornar o primeiro presidente negro da Câmara. "Trabalhamos para o povo norte-americano. E os dias em que a Câmara dos Representantes funcionava como uma subsidiária integral da administração Trump acabaram”.
Segundo o mesmo, este Congresso recém-eleito deve "lutar por uma América acessível", acrescentando que as pessoas "estão a sofrer”.
“Os americanos comuns não conseguem prosperar e mal conseguem sobreviver".
O objetivo agora é que o Congresso assuma o papel de “mecanismo de controlo e equilíbrio sobre um poder executivo fora de controlo”.
Por outro lado, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, prometeu priorizar o fim da guerra com o Irão e afirmou que o corte de verbas para o Departamento de Defesa podia ser considerado caso essa fosse a única maneira de pôr fim rapidamente ao conflito.
Impacto da derrota no Partido Repúblicano
A derrota dos republicanos nas eleições intercalares muda os cenários para a Administração Trump, mas também na corrida para a sucessão na Casa Branca em 2028.
Os especialistas acreditam que este revés dos republicanos afeta particularmente o vice-presidente JD Vance, que era considerado o grande favorito para a indicação do partido como sucessor de Trump, mas agora corre o risco de ficar associado a um presidente derrotado.
O número dois da Casa Branca reagiu aos resultados tentando distanciar-se e atribuindo a culpa à guerra travada por Washington contra o Irão. Aliás, estas declarações foram interpretadas por analistas como uma tentativa de se distanciar do presidente Trump antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.
Segundo JD Vance, "muitas pessoas que votaram em Trump/Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026" e a culpa é da guerra no Irão.
"A guerra é a razão da nossa derrota", escreveu JD Vance numa longa publicação na rede social X. "Todos sabem porque é que perdemos. E qualquer conversa franca sobre o caminho a seguir tem, a partir de agora, de começar por aí".
“A má notícia para Vance é que vice-presidentes em exercício raramente chegam à presidência", afirmou à AFP James Lindsay, do Council on Foreign Relations.
Foram dezenas de candidatos republicanos diretamente apoiados por Donald Trump que perderam as eleições de terça-feira, o que levanta também questões sobre o poder e a influência do apoio do presidente.
O nome do chefe da diplomacia de Donald Trump, Marco Rubio, também já terá sido mencionado como um possível sucessor.
O secretário de Estado tem mantido um perfil discreto, mas também terá dificuldade em se eximir de qualquer responsabilidade pela guerra contra o Irão.
Após uma noite eleitoral difícil, começou a troca de acusações dentro do Partido Republicano. E há quem já aponte que estes resultados são um sinal de que os EUA estão a assistir ao início do fim do movimento MAGA sob a presidência de Trump.
Apesar de tudo isso, Donald Trump falou do salão de baile da Casa Branca na primeira aparição pública depois das eleições intercalares e ignorou a derrota do Partido Republicano. O Presidente dos EUA elogiou a obra e explicou os materiais que estão a ser usados.
A renovação do salão de baile da Casa Branca é um dos temas que tem marcado o segundo mandato de Donald Trump. O assunto tem gerado polémica e as obras chegaram a estar suspensas por ordem do Supremo Tribunal. Estima-se que as obras do salão de baile custem 400 milhões de dólares, o correspondente a cerca de 355 milhões de euros.
Será, por isso, a primeira vez que Trump tem de governar com os democratas a controlarem ambas as câmaras do Congresso. Embora o presidente mantenha um controlo significativo sobre a política externa e as tarifas dos EUA, os democratas vão controlar o orçamento federal, presidir comissões do Congresso e, através do Senado, decidir quais os nomes indicados por Trump que serão confirmados para cargos de segurança nacional e diplomáticos.Prioridades democratas
Especialistas em relações internacionais esperam que agora o Congresso, de maioria democrata, se concentre na acessibilidade financeira e desafie o governo em relação à guerra com o Irão. No entanto, consideram que a ausência de uma maioria à prova de veto pode limitar a capacidade de os democratas reverterem as políticas tarifárias de Trump ou a abordagem em relação à guerra na Ucrânia e às relações com os aliados europeus.
O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, disse na quarta-feira que a nova maioria se quer concentrar na acessibilidade e na responsabilidade.
"Não trabalhamos para Donald Trump", disse Jeffries, um legislador de Nova Iorque que está a caminho de se tornar o primeiro presidente negro da Câmara. "Trabalhamos para o povo norte-americano. E os dias em que a Câmara dos Representantes funcionava como uma subsidiária integral da administração Trump acabaram”.
Segundo o mesmo, este Congresso recém-eleito deve "lutar por uma América acessível", acrescentando que as pessoas "estão a sofrer”.
“Os americanos comuns não conseguem prosperar e mal conseguem sobreviver".
O objetivo agora é que o Congresso assuma o papel de “mecanismo de controlo e equilíbrio sobre um poder executivo fora de controlo”.
Por outro lado, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, prometeu priorizar o fim da guerra com o Irão e afirmou que o corte de verbas para o Departamento de Defesa podia ser considerado caso essa fosse a única maneira de pôr fim rapidamente ao conflito.
Impacto da derrota no Partido Repúblicano
A derrota dos republicanos nas eleições intercalares muda os cenários para a Administração Trump, mas também na corrida para a sucessão na Casa Branca em 2028.
Os especialistas acreditam que este revés dos republicanos afeta particularmente o vice-presidente JD Vance, que era considerado o grande favorito para a indicação do partido como sucessor de Trump, mas agora corre o risco de ficar associado a um presidente derrotado.
O número dois da Casa Branca reagiu aos resultados tentando distanciar-se e atribuindo a culpa à guerra travada por Washington contra o Irão. Aliás, estas declarações foram interpretadas por analistas como uma tentativa de se distanciar do presidente Trump antes de uma possível candidatura à Casa Branca em 2028.
Segundo JD Vance, "muitas pessoas que votaram em Trump/Vance em 2024 votaram nos democratas em 2026" e a culpa é da guerra no Irão.
"A guerra é a razão da nossa derrota", escreveu JD Vance numa longa publicação na rede social X. "Todos sabem porque é que perdemos. E qualquer conversa franca sobre o caminho a seguir tem, a partir de agora, de começar por aí".
“A má notícia para Vance é que vice-presidentes em exercício raramente chegam à presidência", afirmou à AFP James Lindsay, do Council on Foreign Relations.
Foram dezenas de candidatos republicanos diretamente apoiados por Donald Trump que perderam as eleições de terça-feira, o que levanta também questões sobre o poder e a influência do apoio do presidente.
O nome do chefe da diplomacia de Donald Trump, Marco Rubio, também já terá sido mencionado como um possível sucessor.
O secretário de Estado tem mantido um perfil discreto, mas também terá dificuldade em se eximir de qualquer responsabilidade pela guerra contra o Irão.
Após uma noite eleitoral difícil, começou a troca de acusações dentro do Partido Republicano. E há quem já aponte que estes resultados são um sinal de que os EUA estão a assistir ao início do fim do movimento MAGA sob a presidência de Trump.
Apesar de tudo isso, Donald Trump falou do salão de baile da Casa Branca na primeira aparição pública depois das eleições intercalares e ignorou a derrota do Partido Republicano. O Presidente dos EUA elogiou a obra e explicou os materiais que estão a ser usados.
A renovação do salão de baile da Casa Branca é um dos temas que tem marcado o segundo mandato de Donald Trump. O assunto tem gerado polémica e as obras chegaram a estar suspensas por ordem do Supremo Tribunal. Estima-se que as obras do salão de baile custem 400 milhões de dólares, o correspondente a cerca de 355 milhões de euros.
C/agências